Diretor do Museu de Artes Sacras fala da segurança nas igrejas de Ouro Preto
15/03/2019 às 14h16

Rodolfo Simões

 

Na madrugada da última segunda-feira (11), a porta lateral da Igreja de Nossa Senhora do Rosário foi totalmente destruída pelo fogo. As causas do incêndio ainda são desconhecidas, porém, o fato ligou um  sinal de alerta para a necessidade dos órgãos competentes tomarem as medidas cabíveis para evitar danos maiores.

 

O diretor do Museu de Artes Sacras de Ouro Preto, Carlos José Aparecido de Oliveira,  explicou como será feito os reparos na Igreja Nossa Senhora do Rosário. “Primeiro a gente vai resolver o problema da porta, no nosso quadro de funcionários já temos pessoas que fazem isso. Uma porta dessa não é barata, porque é madeira especial, é madeira de grande espessura e  ela é superdimensionada. Uma porta de quase três metros de altura e larga, ela tem quase dois metros de largura” disse.

 

O diretor do Museu de Artes Sacras também detalhou a situação do processo que está em tramitação junto ao Corpo de Bombeiros, para a instalação de equipamentos de combate à incêndio. “ A gente vai aguardar a finalização do projeto de incêndio e vamos aplicar nas Igrejas. Geralmente este tipo de projeto exige a instalação de detector de fumaça, sistemas de saída de emergência e indica quais obras devem ter prioridade na retirada em caso de incêndio. O projeto não será aplicado só no Rosário, mas em várias outras Igrejas que estão em processo de aprovação ” afirmou.

 

A Irmandade de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos emitiu uma nota oficial nesta semana, ressaltando a importância de cobrar dos órgãos competentes a criação de políticas públicas mais efetivas. O diretor explicou que a maior preocupação atualmente é a falta de segurança nas áreas externas e próximas às edificações, especialmente no período da noite. Carlos José Aparecido de Oliveira alega que: “não tem sistema de vigilância eletrônica, não tem câmeras. A própria Polícia tem dificuldade de fazer as rondas, pois é muito trabalho e pouca gente. A Guarda Municipal também não nos serve nesse sentido, então pra gente fica muito difícil” disse.

 

Por fim, o diretor do Museu de Artes Sacras de Ouro Preto, Carlos José Aparecido de Oliveira, fala das ações realizadas para proteger as riquezas e as características arquitetônicas contidas no interior das Igrejas “ o primeiro deles e que eu considero muito importante é o inventário. A gente tem conhecimento de tudo que tem, com fotografia, com dimensões, com localização, a gente sabe onde está” , afirmou. Segundo o diretor, vem sendo feito um “reforço de fechamento”, na qual todas as Igrejas possuem trancas metálicas, além disso, ele destaca que algumas igrejas já têm sistemas de alarmes e outras já contam com  detector de incêndio.

 

Créditos: Lucas Godoy

 






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