Programa Pró-município apresenta diagnóstico social e empresarial de Ouro Preto.

09/01/2018 às 08:27

O movimento Pró-Município apresentou no último mês de dezembro o diagnóstico social e empresarial  de Ouro Preto. No total, foram 19 páginas que ajudaram a traçar o perfil socioeconômico da cidade, e servir de norte para a criação do Conselho deliberativo que será montado no ano de 2018.

O próximo passo do Pró-Município será a aprovação da Lei de Desenvolvimento Econômico, para que posteriormente, seja criado um órgão de caráter deliberativo e de aconselhamento, instituído por Lei Municipal e com função de representar o poder público e a sociedade civil na gestão das políticas de desenvolvimento do Município. Os objetivos do Conselho são: promover, incentivar, acompanhar e avaliar as aações de Desenvolvimento Econômico e sustentável de Ouro Preto, articulando políticas públicas, urbanas e rurais, desvinculadas a um mandato específico. O Pró-Município pretende planejar Ouro Preto nos próximos 20 anos, auxiliando no estabelecimento de diretrizes, padrões e projetos na área de atuação.

Diagnóstico

Dos formulários respondidos pela população, no período de junho a setembro de 2017, foram levantadas as seguintes questões:

* Mesmo com um desenvolvimento econômico que coloca Ouro Preto como a melhor cidade para sobrevivência de microempresas no país, há uma percepção da população que aponta falhas estruturais como perda do comércio para cidades vizinhas, baixo interesse em capacitação de funcionários e padrão de qualidade deficitário no empresariado local.

* Sobre infraestrutura e qualidade ambiental, foram levantadas questões referentes aos problemas de captação de água e esgoto, risco geológico e mobilidade urbana.

* A gestão pública foi percebida como problemática, apoiada em problemas anteriores que geram ônus para a  administração e a queda na arrecadação do município.

* No quesito educação e cultura, os principais questionamentos foram relacionados à falta de uma agenda positiva para eventos locais, assim como problemas de espaços físicos e funcionais para a demanda pretendida.

*  A Saúde e segurança foram entendidas como razoáveis, sendo agravante as condições de atendimento em áreas periféricas e rurais.

*  Em relação ao Turismo, foi observado a falta de valorização do potencial de atrativos naturais, dentre outros.

O município de Ouro Preto tem população estimada em 74.356 habitantes e teve um crescente aumento no Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) nas últimas duas décadas, saindo de 0,491 (1991) e atingindo 0,741 (2010), segundo dados da ONU, índice  superior á média de Minas Gerais (0,731) e do Brasil (0,727).

O comércio varejista responde por 39% dos empregos formais de Ouro Preto, seguido pelo ramo de hotelaria e hospedagem que emprega 16%.

Do empresariado local, cerca de 44% perceberam um retrocesso econômico e diminuição de receita nos últimos anos, sendo que 73,5% informou que as despesas com capacitação de funcionários e investimentos se deram com recursos próprios. Dos entrevistados, metade considera que a economia de Ouro Preto está estagnada, enquanto 86% considera que a taxa de desemprego local aumentou nos últimos cinco anos.

A população também aposta no comércio e no setor de serviços para a geração de empregos, sendo que 47% diz desconhecer ações governamentais voltadas para o desenvolvimento da cidade.

Sobre o Pró-Município

O Pró-Município tem por fim a valorização do municipalismo, através de ações que proporcionem assessoria política, técnica e administrativa para encaminhamento de soluções às demandas dos municípios, acompanhando a ação dos Poderes Legislativo, Executivo e Judiciário e do setor privado na defesa dos interesses municipais.

Em Minas Gerais, 25 cidades serão contempladas, entre elas, Ouro Preto.

Segundo o presidente da Federaminas, Emílio Parolini, “será um grupo de pessoas que irá propor projetos nas áreas de Saúde, Educação, Segurança, Transporte, Turismo, Mineração, etc. e após as definições de prioridades de acordo com cada segmento os projetos serão direcionados para que o prefeito possa executá-los”.

O prefeito de Ouro Preto, Júlio Pimenta, informou ao presidente da ACEOP que “a causa está abraçada”, sendo presença confirmada no evento. Segundo o presidente da ACEOP, Valmir Maximiano, a ideia é “usar da importância econômica e social da cidade para todo o Estado com a finalidade de restabelecer as instâncias que se encontram em desacordo com a vontade da população e do empresariado local”.

O diagnóstico completo pode ser acessado na página da ACEOP: www.aceop.com.br. 


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